Categorias
Postagens recentes
Bom Dia TI 171 em Caxias do Sul: autoridade,...
Sep 04, 2026Hiperautomação financeira: a tendência que es...
Sep 02, 2026Cruzeiro visita a FLD: Evolução e confiança
Aug 28, 2026NFS-e Nacional no Simples Nacional: prazo é p...
Aug 25, 2026APIs da Reforma Tributária terão novas creden...
Aug 20, 2026Custo do retrabalho nas empresas: onde o dinheiro se perde e como reduzir
Quanto o retrabalho realmente custa para uma empresa?
Refazer uma planilha. Digitar novamente uma informação que já existe em outro sistema. Corrigir um pedido lançado com dados incorretos. Conferir números entre dois setores porque cada um possui uma versão diferente da informação.
Separadamente, essas situações podem parecer pequenos problemas do dia a dia. Quando se repetem durante semanas e meses, porém, tornam-se um custo de retrabalho que consome horas da equipe, aumenta o risco de erros e reduz a eficiência operacional.
O problema é que esse prejuízo não aparece no financeiro com o nome “retrabalho”. Ele fica distribuído entre salários, horas extras, atrasos, desperdícios, correções e oportunidades que a equipe deixou de aproveitar enquanto resolvia algo que já deveria estar concluído.
A American Society for Quality (ASQ), referência internacional em gestão da qualidade, classifica justamente o retrabalho ou retificação de erros como um dos custos de falhas internas de uma organização.
O custo não está apenas nas horas perdidas
Em empresas com processos produtivos, indústrias no geral, o impacto pode ser medido de maneira bastante concreta. Dados de benchmarking da APQC, com uma amostra de 1.008 organizações, apontam mediana de 1% das vendas em custos de sucata e retrabalho dentro do processo de produção, fabricação e entrega.
Esse número não significa que toda empresa perde exatamente 1% do faturamento. Cada operação possui características próprias. Ele ajuda, porém, a mostrar que o retrabalho pode representar uma parcela relevante do resultado e merece ser acompanhado como indicador de gestão.
Além do custo financeiro direto, existe outro efeito importante: o tempo de profissionais qualificados sendo utilizado para localizar informações, conferir dados e solucionar inconsistências.
No Work Trend Index da Microsoft, 62% dos profissionais pesquisados disseram enfrentar excesso de tempo gasto procurando informações durante o trabalho. O levantamento também mostrou que 68% sentiam falta de períodos de concentração sem interrupções.
É fácil entender como isso acontece. Quando vendas, estoque, financeiro e administrativo trabalham com controles separados, uma informação pode precisar ser cadastrada, atualizada e conferida diversas vezes.
Cada novo lançamento cria mais uma oportunidade para divergências.
Informações desencontradas também geram retrabalho
Nem todo retrabalho começa com um erro humano. Muitas vezes, o problema está na própria forma como os dados circulam pela empresa.
Uma alteração feita em uma planilha pode não chegar ao financeiro. Um cadastro atualizado pelo comercial pode continuar desatualizado em outro setor. Um relatório pode exigir reunir dados de diferentes fontes antes mesmo de começar a análise.
A qualidade dos dados já é uma preocupação relevante nas organizações. Segundo levantamento citado pelo IBM Institute for Business Value em 2025, mais de um quarto das organizações estimou perdas superiores a US$ 5 milhões por ano devido à baixa qualidade dos dados, enquanto 7% relataram perdas de US$ 25 milhões ou mais. A própria IBM destaca entre os impactos os atrasos e o trabalho necessário para limpar, reconciliar, validar ou reconstruir informações.
Naturalmente, essas perdas não correspondem apenas a retrabalho. Mas deixam evidente algo importante: dados inconsistentes têm consequências operacionais e financeiras reais.
Como calcular o custo do retrabalho na sua empresa?
Não é necessário começar com uma análise complexa. Durante algumas semanas, observe quanto tempo as equipes gastam corrigindo cadastros, redigitando informações, comparando planilhas, refazendo documentos ou solucionando erros causados por dados divergentes.
Uma conta inicial pode considerar:
custo do retrabalho = horas utilizadas em correções × custo da hora de trabalho + materiais desperdiçados + despesas decorrentes de erros e atrasos.
Depois, vale identificar quais atividades aparecem com maior frequência. O objetivo não deve ser simplesmente descobrir quem errou, mas entender por que o processo permite que o mesmo problema continue acontecendo.
Integração de processos ajuda a atacar a causa
Reduzir retrabalho exige mais do que pedir atenção à equipe. Quando o problema está no processo, é o processo que precisa melhorar.
Um sistema de gestão integrado, quando adequado à operação e corretamente utilizado, pode ajudar a centralizar informações e permitir que diferentes setores trabalhem com uma mesma base de dados. Dessa forma, diminui-se a necessidade de repetir cadastros, transportar informações manualmente entre controles e conferir constantemente qual número está correto.
O resultado esperado não é apenas “fazer mais rápido”. É criar um fluxo no qual a informação registrada em uma etapa possa continuar sendo utilizada pelas próximas áreas da empresa.
Assim, profissionais que antes estavam ocupados mantendo controles paralelos podem dedicar mais tempo a analisar resultados, atender clientes, melhorar processos e planejar o crescimento.
Retrabalho pequeno e frequente também merece atenção
O retrabalho costuma se tornar caro justamente porque passa despercebido.
Uma correção de cinco minutos parece irrelevante. Mas quando acontece várias vezes por dia, em diferentes departamentos e durante todo o ano, deixa de ser exceção e passa a fazer parte do custo da operação.
Por isso, uma pergunta útil para qualquer gestor é: quanto da rotina da equipe existe para fazer o negócio avançar e quanto existe apenas para corrigir, conferir ou repetir o que já foi feito?
Identificar essa diferença é um dos primeiros passos para aumentar a produtividade e tornar a gestão mais eficiente.
Se tarefas manuais, informações duplicadas e controles separados fazem parte da rotina da sua empresa, pode ser o momento de avaliar como seus processos estão conectados. Converse com a Cruzeiro Sistemas de Gestão e conheça possibilidades para integrar informações e tornar a operação mais eficiente.
Fontes consultadas: American Society for Quality (ASQ), sobre custos da qualidade e retrabalho ; APQC, benchmark de custos de sucata e retrabalho ; IBM, estudo sobre os impactos da baixa qualidade dos dados ; Microsoft Work Trend Index, sobre tempo gasto na busca por informações .